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Agosto Lilás reforça orientação sobre direitos e canais de proteção às mulheres

  • Alexia Oliveira
  • 6 de ago.
  • 2 min de leitura

Campanha nacional Agosto Lilás marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, e incentiva busca por informação, acolhimento e atendimento especializado para mulheres em situação de violência 

Agosto lilás

O Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização pelo enfrentamento à violência contra a mulher, ganha um significado especial em 2026 ao marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Instituída nacionalmente pela Lei Federal nº 14.448/2022, a iniciativa é dedicada à disseminação de informações sobre prevenção da violência, divulgação dos direitos das mulheres e fortalecimento do acesso aos serviços especializados de atendimento.


Reconhecida internacionalmente como um dos principais instrumentos legais de proteção às mulheres, a Lei Maria da Penha estabeleceu mecanismos para prevenir, coibir e enfrentar a violência doméstica e familiar, além de ampliar a rede de atendimento e garantir maior proteção às mulheres em situação de violência.


Mais do que lembrar uma data, o Agosto Lilás convida toda a sociedade a reconhecer que a violência contra a mulher pode se manifestar de diferentes formas e que identificar os sinais é um passo importante para interromper o ciclo da violência.


A própria campanha alerta que comportamentos como controle excessivo das amizades, das roupas, do dinheiro, dos documentos, das mensagens, isolamento da família, ameaças, humilhações e ciúmes constantes não representam demonstrações de cuidado ou afeto, mas podem indicar situações de violência psicológica e controle.


Cinco formas de violência 


A Lei Maria da Penha reconhece cinco formas de violência doméstica e familiar contra a mulher:

  • Violência física: qualquer conduta que cause dano ou sofrimento físico;

  • Violência psicológica: ações que provoquem medo, isolamento, constrangimento, manipulação, ameaça ou diminuição da autoestima;

  • Violência sexual: situações em que a mulher é obrigada ou constrangida a manter práticas sexuais sem consentimento;

  • Violência patrimonial: retenção, destruição ou controle de bens, documentos, recursos financeiros e objetos pessoais;

  • Violência moral: condutas que configurem calúnia, difamação ou injúria.


Conhecer essas formas de violência ajuda mulheres, familiares, amigos e vizinhos a identificarem situações de risco e buscarem apoio especializado.


Acolhimento faz diferença


O enfrentamento à violência também depende da atuação das pessoas que convivem com a mulher.


A orientação é acolher sem julgamentos, acreditar no relato, oferecer apoio, incentivar a busca pelos serviços especializados e, diante de situações de risco iminente, acionar imediatamente as forças de segurança. A denúncia representa uma medida de proteção da vida, da integridade física e dos direitos da mulher.


Onde buscar ajuda


Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. Também estão disponíveis a Central de Atendimento à Mulher no Ligue 180 (atendimento gratuito, 24 horas) e o Disque-Denúncia da Polícia Civil – 197.


Fonte: Agência Brasília 

Créditos da imagem: Reprodução/Internet

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